terça-feira, 1 de junho de 2010

Aconteceu História

Foi há uns dias. Estávamos cá. Todos. Eu, vocês. E vimos.

A institucionalização da separação entre a direita política e o catolicismo em Portugal, marcada pelo apoio da totalidade dos partidos da direita a uma candidatura presidencial que não partilha a visão do mundo da Igreja Católica, é um momento de viragem civilizacional.

Até hoje nunca tinha havido homogeneidade do laicismo na política.

Ao assumir o seu laicismo, a direita portuguesa junta-se à maioria das direitas do ocidente e vem confirmar o que já sabíamos mas até hoje não era assumido: a esquerda e a direita são hoje apenas duas propostas diferentes para controlar o dinheiro.

Os chamados conservadores defendem que o dinheiro se deve manter onde está, nos seus bolsos. Os chamados progressistas defendem que deve ser roubado de onde está e posto num lugar novo, nos seus bolsos.

Nenhuma utopia civilizacional, nenhum transcendente. Apenas combate entre egoísmos organizados.

O capitalismo cumpriu-se.

E é quando se cumpre que começa a ruir. Porque não serve.




A partir de hoje, nenhum cristão poderá dizer que é de direita.

Sem comentários: