segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Histórias do Verão I

Três rapazes viajam num carro e três raparigas noutro. Estamos na auto-estrada. Somos amigos e regressamos de viagem. Assim distribuídos nos carros pelas óbvias conjunturas da vida.

Elas vão à frente, dizem que sabem um caminho melhor para chegar onde queremos chegar. Sente-se a ânsia da liderança.

A paisagem linda, verde e azul, continua a mudar. Passa uma hora assim.

A certa altura, Bruno (vamos continuar a chamar-lhe assim) diz-me "acelera aí, bora mandar-lhes beijinhos pela janela". Acelerámos, felizes.

Imediatamente, pressentindo a perda da liderança, o carro feminino arranca estrada fora numa fuga inesperada. Com o coração romântico surpreendido, acelero mais, mas elas fazem o mesmo. E a cada metro que ganho elas ganham também. Picanço. Começa a ficar perigoso.

Abrando.

Não houve beijinhos para ninguém.


As raparigas estão a ir rápido de mais. Ou os rapazes estão mais lentos. O amor está mais difícil.

Dedicado ao Bruno (não se chama assim, mas ele sabe quem é).

16 comentários:

na me parece disse...

Como pode o amor estar mais difícil se um Homem pode cultivar os seus amores passados ou presentes num harém de amizades?
Não será esse amor suficiente a esse Homem? Ou será que esse Homem não se realiza nesse amor?

Jo� disse...

Na, na me parece.
A amizade é uma coisa muito bonita e preenche muitos vazios, mas nem só de amizades é constituído o calor humano.

na me parece disse...

Com certeza.
Está claro e evidente ,até mesmo no post do nosso amigo Pedro, que o calor humano não é exclusivamente alimentado pelas chamas confortáveis das amizades, mas também pelas labaredas das paixões que nos consomem.
Também é possivel que estes comentários sejam resultado de uma má interpretação da extensão do amor de que se fala.
De qualquer maneira vamos supor que é o amor que entendemos que é já que deixá-mos claro que assim o entendemos.
No fundo estava só a meter-me com o Pedro porque poderia estar a contrariar, mesmo que ligeiramente, o que tinha dito antes sobre o Homem, o amor e a amizade.

Jo� disse...

Pois, percebi que te estavas a meter com ele quando cheguei à cena que ele escreveu do harém de amizades. não sei quem és, na me parece, mas sei que és fêmea.

na me parece disse...

Lamento informar-te Pires que aqui o na me parece está bem longe de ser fêmea. Nem mesmo visto de bem longe parecerá fêmea.

O Homem Terra disse...

AHAHAHAHAHA, o anonimato é a descoberta do ano.

na me parece disse...

Parece que sim, eheh.

Jo� disse...

Estou curioso para saber quem é o gajo que eu conheço e o Pedro também que escreve como ujma gaja!
desculpa lá a argolada, sócio. ainda hesitei em decidir que devias ser fêmea por achar que na me parece é um nome bastante másculo.

na me parece disse...

O que eu estou curioso para saber é o que terei escrito para parecer gaja. Se é que existe tal coisa, escrever como gajo ou como gaja.
Cá para mim deves ter interpretado mal alguma coisa que escrevi.

O Homem Terra disse...

Na me parece, não cedas. Estou a adorar isto.

na me parece disse...

Não. Nada disso. Não há cá cedências. O achado do ano está para ficar. E peço desculpa em nome do anonimato por ter dado a conhecer (no mínimo a quem o conhece) a identidade do nosso amigo cujo nick, conforme aparece no meu écran, tem um quadrado no fim.

Jo� disse...

declaro, está claro, que não teria usado da calúnia se não conhecesse o caramelo, embora na altura não soubesse quem é.

quanto à questão do anonimato, o facto do na me parece ter esbanjado a minha identidade sem qualquer pudor aos olhos do mundo leva-me a concluir que houve inconfidências unilaterais por parte do denominador comum a todos os frequentadores deste blogue, facto que considero gravíssimo e que, como tal, jamais será esquecido ou perdoado.

O Homem Terra disse...

Mas eu não cedi unilateralmente a nada! O Na me parece bem me tentou, mas não me seduziu. Nem visto de longe :D

Tu meu, é que pões o teu nome como nick! ahahah.

Vocês são os maiores.

Jo� disse...

assim se vê a minha imaturidade nestes meios.

de qualquer maneira já sei, quase com toda a certeza, quem o gajo é
(não sabia que gostavas de pixies).

meu, espero que não te aborreças: tomei a liberdade de divulgar o teu blogue (criteriosamente, claro está).

O Homem Terra disse...

Fizeste muito bem. Confio no teu critério.

na me parece disse...

Não houve mesmo nenhuma inconfidência.
Não vale a pena fazer disto um caso para não esquecer ou perdoar.
Eu deduzi com base no post sobre o casamento e nos seus comentários quem seria o Bruno e o Ricardo, ou seja, tu e jóni bi gud tunáite.